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domingo, 25 de junho de 2017

O garoto do cachecol vermelho

Por: Débora Farias

“Spirit lead me where my trust is without borders
Let me walk upon the waters
Wherever you would call me
Take me deeper than my feet could ever wander
And my faith will be made stronger
In the presence of my savior” – Oceans – Hillsong United

Eu precisei esperar alguns meses para vir até aqui e montar essa resenha. Céus! Como eu chorei, sorri e o principal como aprendi com esse livro.

O livro “O Garoto Do Cachecol Vermelho” nos conta a história de Melissa (Mel) uma bailarina linda e sonhadora, mas que possui um grande problema em sua vida, a arrogância. Mimada desde sempre, Mel não aceita Não como resposta, e acaba tendo tudo o que deseja, e seu próximo alvo não é nada mais nada menos que uma das melhores faculdades de artes do mundo – Julliard. 

Sendo muito sincera, eu queria arrancar os cabelos da Melissa para ver se ela começava a crescer, e bem rápido! E parar de olhar para seu próprio umbigo e começar a olhar ao redor, mas no desenrolar da história começo a entender o porquê disso tudo e consigo até simpatizar com ela. 

Do outro lado somos apresentados ao Daniel (Dani Dani ou Vândalo – para os íntimos), um garoto doce, preocupado com as pessoas, amante de arte, que vive com um cachecol vermelho no pescoço e ainda para somar é lindo demais!! E além de tudo isso, ainda é músico – EU TENHO QUEDA POR MÚSICOS! HAHAHAH

A vida desses dois opostos se cruza em uma noite de ano novo, e o que eles não esperavam é que depois dessa noite a vida deles começaria a mudar... 

"Você me ensinou a amar. Obrigado pelas sapatilhas mágicas".

Daniel mostra a Melissa que a vida não é apenas uma caixinha de fósforo, ele mostra que outros detalhes são preciosos, que pessoas são mais importantes que objetos, e principalmente que ser feliz e espalhar felicidade e amor são ainda mais importantes.

Quem me conhece sabe que eu sou apegada a música e ao significado que cada letra possui em sua profundeza. E uma coisa que eu adorei no livro da Ana Beatriz foi o fato de que realmente senti que a cada música selecionada, ela pesou a profundeza de cada uma delas durante o enredo. E preciso dizer: Ana, muito obrigada por isso.

Esse livro não me mostrou apenas amor, ele me mostrou fé, esperança, força, coragem para enfrentar perdas, desafios e o principal: coragem para enfrentar a vida de frente. 

Eu indico a leitura a todos, mas principalmente para aqueles que já perderam a fé em si mesmo ou em buscar seus sonhos por mais impossíveis que eles se apresentam. 

sábado, 17 de junho de 2017

Mil pedaços de você

Por: Débora Farias



"O universo é, na verdade, um multiverso. Há incontáveis dimensões quânticas de realidade, que se encaixam umas dentro das outras. Vamos chamá-las apenas de dimensões, para abreviar."
Imagine ter o poder de ultrapassar dimensões similares a nossa, utilizando apenas um aparelhinho? Agora imagine que ao visitar cada dimensão diferente sua consciência é transferida para o seu outro eu em cada "mundo" visitado, como se você de fato existisse ali naquela realidade. Confuso? Impossível?  Então vem comigo entender e conhecer melhor a série Firebird e ficar louca com essa história.
Em mil pedaços de você somos apresentados a vida de Marguerite, uma garota que eu carinhosamente chamo de ovelha negra da família. Filha de dois cientistas brilhantes e com uma irmã também cientista esperava-se que Marguerite seguisse o caminho da família, mas nossa garota é uma incrível pintora. Somados aos quatro temos Paul Markov e Theo Beck, ambos são assistentes dos pais de Meg, mas além de profissionais e estudantes de física brilhantes também se tornaram parte da família.

A vida da família muda após uma descoberta dos pais de Meg, o Firebird, um dispositivo que consegue levar energia para outra dimensões. Essa descoberta pode definir a linha tênue entre os mundos e dimensões, mas a vida dessa família muda novamente quando o pai de Marguerite, Henry Caine, é assassinado. Com a família devastada e com todos os indícios sendo apontados para Paul que fugiu para outra dimensão com o Firebird, Meg quer apenas uma coisa: Vingança.
E é essa sede vingança que leva Meg juntamente com Theo a uma busca implacável entre dimensões com apenas um objetivo: Matar Paul Markov.
O problema todo meu povo é que a vida não é assim tão fácil né? E durante essas viagens Marguerite vai conhecer mais de si mesma e também mais sobre o Paul. E nesse momento ela começa a se questionar se de fato foi Paul quem matou seu pai, e mais ainda se os sentimentos que voltaram a tona são ou não reais e se vale ou não a pena lutar por eles.

Um dos pontos que gostei no livro é que vemos nossa protagonista amadurecer, e mesmo em meio a dor ela se torna forte para lutar por sua família. Outro ponto que adorei foi o fato de que nesse livro além de uma trama muito bem desenhada, tivemos amor, mas não só amor romântico, presenciamos amor fraternal e até onde podemos ir por ele.

A escrita de Claudia me deixou completamente louca, por ser em primeira pessoa ela nos faz parte da história. Quando comecei a leitura senti certo cansaço por conta da imensidão de detalhes
, porém quando o livro engatou, eu simplesmente não consegui solta-lo até terminar. E detalhe, o livro possui flashbacks que explicam muitas coisas que ficam soltas no começo, por isso: PRESTEM TOTAL ATENÇÃO A  ELES
E como todo mundo sabe eu não tenho estrutura e vivo a maldição da série, eu preciso ler o segundo senão vou infartar!
Se eu indico essa leitura ? Obvio que sim! 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Acordo

Por: Débora Farias 


Uma coisa que eu adoro em amigos literários é que eles sempre têm boas indicações para te dar, e com O Acordo, não foi diferente. Eu particularmente demorei muito para compra-lo, por um único e simples motivo: o livro faz parte da série Amores improváveis e a minha falta de maturidade não lida bem com séries literárias. Afinal, me entendam eu odeio terminar um livro que é série e ter que esperar duzentos anos para o próximo lançamento. EU NÃO TENHO ESTRUTURA! HAHAHA Mas depois do lançamento do terceiro volume vi que não podia enrolar mais e sinceramente eu estava louca de curiosidade, e posso dizer com toda a certeza AINDA BEM QUE EU COMPREEEEI!!

Escrito em primeira pessoa, o livro de Elle Kennedy, conta a história de Hannah e Garret. Ela á uma garota forte e determinada, estudante de música na Universidade, Hannah tem apenas um objetivo passar para uma companhia de música e assim dar adeus totalmente ao seu passado tempestuoso. Mesmo com os traumas que a marcaram para sempre, mas que não a impediram de continuar vivendo sua vida e sonhando com um futuro.

Ele é o Capitão do time de hóquei, é lindo demais e sabe muito bem disso, egocêntrico como só ele, Garret é estudante de História e não é apenas mais um rosto bonito, ele sabe que para se manter como capitão e até como jogador na universidade precisa manter suas notas lá em cima, afinal ele quer realizar seu sonho e ser um jogador de hóquei profissional e deixar seus fantasmas para trás.

Mas a pergunta que não quer calar: O que essas duas criaturas têm em comum?  Uma aula mega mala de ética e uma prova. 
Nosso galã de novela leva uma bomba na prova e a nossa garota tira um notão. Ele precisa de uma professora, ela se recusa. Mas por que não podem fazer um acordo?

O que eu adorei nesse livro não foi apenas o romance, foi a forma como ele foi construído, a primeira impressão que temos é que logo de cara eles vão se encantar um pelo outro e ai teremos um final feliz, mas não é isso que nos é mostrado a cada virada de página. O romance não acontece de uma hora para outra ele é construído através de uma amizade sólida, através de confiança e acima de tudo respeito.

Agora uma coisa que me deixou louca, além da persistência e egocentrismo do Garret e a força de vontade da Hannah, foram os temas que foram abordados no decorrer da leitura. O livro fala sobre estupro, violência doméstica, problemas familiares, mas o livro também fala de amor, de força de vontade e principalmente ele mostra que mesmo que você tenha passado por um trauma sua vida não tem que parar. Ela pode continuar, com um passo de cada vez. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Blogueiras.com

Por: Camila Santos



O que dizer dessas blogueiras que eu mal conheço mas já amo tanto? HAHA

Quando a Thati Machado me mandou o livro Blogueiras.com, eu sinceramente não esperava que fosse gostar tanto assim dele, porque eu tinha um pequeno problema em ler livros de contos e eu acho que graças a esse livro, eu estou curada! HAHA.

O livro tem ao todo oito contos de blogueiras maravilhosas e que contam histórias sobre momentos na vida de uma blogueira. Desde uma viagem para a premier de um filme onde a personagem conhece um britânico misterioso e maravilhoso à uma pequena (bem grande) fantasia com seu personagem favorito de um livro. As personagens dos contos são uma graça, e se você minha cara leitora é blogueira ou não, vai se identificar e amar essas meninas.

Uma coisa que me deixa inquieta nos contos é que quando eu gosto muito do enredo, desejo que ele vire um livro, e por mim todas as histórias desse livro podem ter um livro só pra elas!

Nesta antologia encontramos diversos cenários, com temas bem fortes, dentre estes nos deparamos com: depressão, assédio, autoconfiança, coragem para seguir em frente após algum trauma e sobre as inúmeras surpresas que a vida nos dá.

Um livro como este, nos faz enxergar um pouquinho de como é a vida de uma influenciadora digital, além de que nos faz pensar sobre inúmeros assuntos do nosso cotidiano. A antologia fala de muitos assuntos além da blogosfera, o que foi um ponto muito importante no decorrer da leitura.

A história que mais mexeu comigo foi a da Lia, que ao contrário das outras não bloga porque ama, ela o faz pra ajudar sua irmã que além de um canal e blog, tem marido e filho pra cuidar.. mas não foi ai que eu me enlouqueci na história, mas sim porque sou a louca do kpop e queria estar no lugar dela mesmo! (ai gente, precisava falar isso!)


No geral, eu amei cada pedacinho e cada canto desse livro, ri, chorei, e aprendi coisas com as histórias que eu garanto a vocês valem muito a pena ler e manter sempre como livro de cabeceira. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Acampamento de inverno para músicos (nem tão) talentosos

Por: Camila Santos




“O único momento em que parei de ficar feliz foi quando, muito tempo depois, ele me deixou na porta do meu quarto e foi embora.
― Quer tomar café amanhã? – Eduardo perguntou, por cima do ombro, quando já estava indo embora.
― Sim – respondi, abrindo um pouco mais a porta novamente.
― Até amanhã, então – ele deu um sorriso e entrou no hall das escadas para ir para seu quarto.
Só essas três palavrinhas já foram suficientes para que eu voltasse a ficar feliz.”

Trinta dias e um acampamento de inverno para músicos foi tudo o que esse livro precisou pra me conquistar.

Amanda é uma garota carioca de 17 anos, que foi convencida por sua melhor amiga, Lila, a ir para o “Acampamento para músicos talentosos”, onde ela simplesmente não tinha a menor vontade de ir. Tenho que admitir que assim que comecei o livro, eu peguei uma implicância com a pobre da Amanda, que eu mesma não sei de onde veio, mas ela só me irritava. HAHAHAH  

Voltando a história, logo no caminho para Teresópolis, onde ficava o acampamento, Amanda se “apaixona” por Bruno - um dos monitores do evento - e que logo a percebe por mais que ela tentasse se esquivar dos holofotes.

Ok. Agora, vocês já ouviram falar da Lei de Murphy? Se não, eu vou dizer que ele é o cara que inventou a lei mais pessimista do universo e ela diz que: se algo pode dar errado, vai dar. A vida da nossa protagonista é praticamente regida por essa lei, e Murphy está sempre presente nos momentos mais desnecessários dessa jornada de “suplícios” que ela tem que passar durante esses 30 dias presa no meio do nada. Bom, não sei se tudo estava assim tão ruim pra ela, depois que Bruno aparece totalmente interessado por ela e eles começam uma relação bem louca.

E ai você pensa “É já posso shippar esse casal ai lindo, né?” e é bem ai mesmo que essa história ri na sua carinha linda e te trás a tona o personagem mais maravilhoso que poderia ter, o ruivo lindo – Eduardo.  

Sim, isso é um triângulo amoroso, pelo menos é o que aparenta ser no começo, e nisso tudo Eduardo é de longe meu personagem favorito. Ele é melhor amigo de Gustavo, e os dois se tornaram amigos de Lila e Amanda logo no começo do livro, mas o Eduardo é tipo aquele garoto fofo que não perde a oportunidade de perturbar e tirar sarro - mas com muita fofura - da Amanda. Gente eu já falei que ele é um fofo? KKK ME IGNOREM! HAHAHAH

Esse livro foi uma grande e ótima surpresa, iniciei a leitura bem insegura sobre gostar, mas depois de certo momento do livro eu comecei a ver tudo com outros olhos, e até a comecei a entender a Amanda e querer abraça-la inúmeras vezes! Foi uma boa mudança de opinião, porque eu vi na Amanda, uma garota como muitas outras de 17 anos, e quando cheguei no fim do livro me vi chorando, SIM CHORANDO! De tão lindo que é esse final!

A autora, Clara Savelli, nos trouxe uma história cheia de aprendizado principalmente para as meninas/mulheres. Onde foi falado de temas como: autoestima, amor próprio, escolhas que fazemos, e além de tudo mostra que devemos ser sempre abertos a novas oportunidades que a vida nos oferece, porque por mais que elas possam parecer a pior ideia da sua vida, elas podem acabar sendo A MELHOR. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Enigma de Blackthorn

Por: Ingrid Moreira



“Siga as pistas. Desvende o código. Sobreviva.”

Corra e vá atrás. Procure e descubra. E o principal, não morra!!! É assim que iniciamos esse presente incrível! Afinal esse livro veio como um bote salva-vidas em meio a uma ressaca literária daquelas, e o mais incrível é que quando finalizei a leitura só pude dizer: PORQUE SENHOR ACABOU TÃO RÁPIDO??

A história se passa em Londres, no ano de 1665, em que ser boticário era ter a habilidade de criar receitas e medicamentos para os males da época usando ervas e especiarias.

Christopher Rowe, é um garoto que cresceu sem ter um lar, criado em um orfanato, cresce sem muitas perspectivas, até que a chance de ter um futuro surge em sua vida, após uma visita interessante de alguns membros da guilda dos boticários ao orfanato. Um dos membros, adquire certo interesse sobre Chris, devido sua “habilidade” com ervas. O que o leva a passar por uma prova para se tornar um aprendiz de boticário. E para o período que viviam, as crianças do orfanato que não se tornavam aprendizes ou arrumavam um emprego acabam nas ruas e sumiam... 

E ao passar na prova para se tornar aprendiz, ele é escolhido por Benedict Blackthorn. Para um garoto que apanhava por qualquer coisa no orfanato, ser aprendiz e trabalhar em uma Botica era o paraíso.

Uma coisa que achei divertida foi o modo como os boticários costumavam criptografar suas receitas, por medo de algum outro membro da guilda roubar suas ideias; e todos esses segredos o mestre Benedict ensinava a Chris; descobrir e desvendar, aprender a mexer nas receitas e descobrir um rumo para sua vida... e é aí que vemos a construção de uma família naquela oficina...

E quando tudo parece ir bem, o surgimento de uma seita chamada “culto do arcanjo”, que está matando diversos boticários de forma bem violenta, começa a causar um caos nas ruas de Londres... E para melhorar, nosso querido aprendiz acaba entrando na mira desses assassinos.

Com uma mensagem de seu mestre e com um grande aviso no final – não conte a ninguémChristopher e Thomas, seu melhor amigo, embarcam nessa aventura para desvendar os segredos escondidos, as pistas, os mistérios muito mais antigos do que poderiam imaginar e descobrir o quanto eles estão encrencados nessa história!

Pausa para falar do melhor amigo, pois o que seria da vida desse jovem de 14 anos sem ter alguém tão sem noção quanto o Thomas!!!

Ele é daqueles amigos que mesmo você estando na merda ele estará do seu lado. Com a mesma idade de Christopher, o filho do padeiro, que passa por poucas e boas em casa, e embora sabendo que poderá levar uma boa surra, adora roubar uns doces e pães de seu pai. Quando mais uma bomba aparece na vida do amigo, ele logo vê que não terá como o Chris se virar sozinho e pensa: Já to na merda, pior que ta não fica! 

Com uma escrita fluida e rica, você se perde nesse mundo e começa a adentar nos mistérios e códigos, e enquanto vai passando de pista em pista, não percebe as páginas passarem. Esse livro é aquele tipo de história que te mantem vivo, te prendendo do início ao fim; e conforme o personagem vai passando pelos desafios impostos no caminho, nós vamos sentindo tudo junto com ele!!

Kevin Sands mostra o que significa ter um lar, independente da existência de laços sanguíneos, e vemos que isso não é necessário quando temos pessoas que amamos do nosso lado. Uma história tão alucinante só poderia vir de um físico hahahahah. Sem dúvidas esse cara veio para brilhar!

Ahhh sim, quase esqueci de comentar do meu surto com a capa... Adorei o tom usado no livro (já que amo azul) e os desenhos dos símbolos que representam os códigos falados durante o livro, e aquele brilho lá no fundo que representa... Enfim posso dizer que a Leya está de parabéns com essa capa.

Suspense, Códigos, explosões, mistério, criptografia, assassinatos, fugas, aventura, alquimia, segredos... o que pode sair disso tudo? Você descobrirá em O Enigma de Blackthorn.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Rosa e o florete

Por: Ingrid Moreira



“Guilhermina Shufmann D’anjour
Era a maior contradição entre as damas
A rebeldia e a coragem dos exércitos.
Em verdade, era a renovação
Dos verdadeiros ideais de uma revolução
LIBERTÉ, ÉGALITÉ, FRATERNITÉ”

Criada por sua mãe para ser uma dama e por seu pai para ser uma guerreira, vamos conhecer a história da Condessa Guilhermina D’anjour, a franco-austríaca que lutou pelo seus ideais até seu último suspiro. 


Dois lados opostos em uma mesma pessoa:

A joia da mãe e orgulho do pai;
A corte e o povo;
A pureza e a rebeldia;
Áustria e França;
Dama e guerreira;
A rosa e o florete.


Sua mãe morrera quando era criança, seu pai em sua adolescência, e quando seu mundo estava totalmente desmoronando, ela é chamada para falar com o Rei, e descobre o testamento de seu pai. Ele estava passando sua patente, de comandante da guarda real para sua filha, mas é claro que naquela época uma mulher não poderia assumir tal posto, porém o rei propõe dois desafios: Guilhermina teria que provar sua diplomacia e sua habilidade na esgrima para conseguir o cargo, sendo a primeira em como ela se comportaria em um baile, e na segunda se ela conseguiria vencer todos os soldados da guarda real. Após provar que pode ser diplomata e derrotar setenta homens no pátio do palácio, nossa heroína se torna a comandante da guarda real aos 15 anos.

Desde a monarquia, passando pela revolução francesa, até a época napoleônica, vamos por todas as fazes históricas da frança, vivenciamos as batalhas internas e entre nações, o absolutismo, a época da guilhotina, a tomada de bastilha, a disputa entre jacobinos e girondinos para exercer seus ideais... Conhecemos um pouquinho da história francesa através da vida de uma jovem Condessa que sobreviveu nessa época.

Foi uma oportunidade maravilhosa ter esse romance histórico em minhas mãos, mesmo que utilizando um romance como o fio para conduzir a história, temos todo o fundo real de guerra e todos os fatos reunidos numa fase tão importante da França, onde a história e ficção se unem para compor essa trama.

Posso dizer que aprendi muito ao longo das páginas, e puder entender um pouco mais sobre a história francesa ( porque simplesmente sou apaixonada por tudo que é do passado hahahah), e algo muito legal que estamos tendo ultimamente é a valorização da escrita nacional, pois podemos ver que nós também podemos escrever boas histórias. Com certeza Mariana Pacheco fez um estudo aprofundado para poder embasar toda sua história, que é rica de detalhes históricos, colocando dentro do livro notas históricas para auxiliar o leitor no entendimento do cenário que está ocorrendo naquele momento.

“A história da mulher que, por sua coragem, força e ousadia, foi escolhida entre as damas de porcelana para vestir a armadura de aço e guiar a revolução ”