sexta-feira, 19 de maio de 2017

Acampamento de inverno para músicos (nem tão) talentosos

Por: Camila Santos




“O único momento em que parei de ficar feliz foi quando, muito tempo depois, ele me deixou na porta do meu quarto e foi embora.
― Quer tomar café amanhã? – Eduardo perguntou, por cima do ombro, quando já estava indo embora.
― Sim – respondi, abrindo um pouco mais a porta novamente.
― Até amanhã, então – ele deu um sorriso e entrou no hall das escadas para ir para seu quarto.
Só essas três palavrinhas já foram suficientes para que eu voltasse a ficar feliz.”

Trinta dias e um acampamento de inverno para músicos foi tudo o que esse livro precisou pra me conquistar.

Amanda é uma garota carioca de 17 anos, que foi convencida por sua melhor amiga, Lila, a ir para o “Acampamento para músicos talentosos”, onde ela simplesmente não tinha a menor vontade de ir. Tenho que admitir que assim que comecei o livro, eu peguei uma implicância com a pobre da Amanda, que eu mesma não sei de onde veio, mas ela só me irritava. HAHAHAH  

Voltando a história, logo no caminho para Teresópolis, onde ficava o acampamento, Amanda se “apaixona” por Bruno - um dos monitores do evento - e que logo a percebe por mais que ela tentasse se esquivar dos holofotes.

Ok. Agora, vocês já ouviram falar da Lei de Murphy? Se não, eu vou dizer que ele é o cara que inventou a lei mais pessimista do universo e ela diz que: se algo pode dar errado, vai dar. A vida da nossa protagonista é praticamente regida por essa lei, e Murphy está sempre presente nos momentos mais desnecessários dessa jornada de “suplícios” que ela tem que passar durante esses 30 dias presa no meio do nada. Bom, não sei se tudo estava assim tão ruim pra ela, depois que Bruno aparece totalmente interessado por ela e eles começam uma relação bem louca.

E ai você pensa “É já posso shippar esse casal ai lindo, né?” e é bem ai mesmo que essa história ri na sua carinha linda e te trás a tona o personagem mais maravilhoso que poderia ter, o ruivo lindo – Eduardo.  

Sim, isso é um triângulo amoroso, pelo menos é o que aparenta ser no começo, e nisso tudo Eduardo é de longe meu personagem favorito. Ele é melhor amigo de Gustavo, e os dois se tornaram amigos de Lila e Amanda logo no começo do livro, mas o Eduardo é tipo aquele garoto fofo que não perde a oportunidade de perturbar e tirar sarro - mas com muita fofura - da Amanda. Gente eu já falei que ele é um fofo? KKK ME IGNOREM! HAHAHAH

Esse livro foi uma grande e ótima surpresa, iniciei a leitura bem insegura sobre gostar, mas depois de certo momento do livro eu comecei a ver tudo com outros olhos, e até a comecei a entender a Amanda e querer abraça-la inúmeras vezes! Foi uma boa mudança de opinião, porque eu vi na Amanda, uma garota como muitas outras de 17 anos, e quando cheguei no fim do livro me vi chorando, SIM CHORANDO! De tão lindo que é esse final!

A autora, Clara Savelli, nos trouxe uma história cheia de aprendizado principalmente para as meninas/mulheres. Onde foi falado de temas como: autoestima, amor próprio, escolhas que fazemos, e além de tudo mostra que devemos ser sempre abertos a novas oportunidades que a vida nos oferece, porque por mais que elas possam parecer a pior ideia da sua vida, elas podem acabar sendo A MELHOR. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Enigma de Blackthorn

Por: Ingrid Campos



“Siga as pistas. Desvende o código. Sobreviva.”

Corra e vá atrás. Procure e descubra. E o principal, não morra!!! É assim que iniciamos esse presente incrível! Afinal esse livro veio como um bote salva-vidas em meio a uma ressaca literária daquelas, e o mais incrível é que quando finalizei a leitura só pude dizer: PORQUE SENHOR ACABOU TÃO RÁPIDO??

A história se passa em Londres, no ano de 1665, em que ser boticário era ter a habilidade de criar receitas e medicamentos para os males da época usando ervas e especiarias.

Christopher Rowe, é um garoto que cresceu sem ter um lar, criado em um orfanato, cresce sem muitas perspectivas, até que a chance de ter um futuro surge em sua vida, após uma visita interessante de alguns membros da guilda dos boticários ao orfanato. Um dos membros, adquire certo interesse sobre Chris, devido sua “habilidade” com ervas. O que o leva a passar por uma prova para se tornar um aprendiz de boticário. E para o período que viviam, as crianças do orfanato que não se tornavam aprendizes ou arrumavam um emprego acabam nas ruas e sumiam... 

E ao passar na prova para se tornar aprendiz, ele é escolhido por Benedict Blackthorn. Para um garoto que apanhava por qualquer coisa no orfanato, ser aprendiz e trabalhar em uma Botica era o paraíso.

Uma coisa que achei divertida foi o modo como os boticários costumavam criptografar suas receitas, por medo de algum outro membro da guilda roubar suas ideias; e todos esses segredos o mestre Benedict ensinava a Chris; descobrir e desvendar, aprender a mexer nas receitas e descobrir um rumo para sua vida... e é aí que vemos a construção de uma família naquela oficina...

E quando tudo parece ir bem, o surgimento de uma seita chamada “culto do arcanjo”, que está matando diversos boticários de forma bem violenta, começa a causar um caos nas ruas de Londres... E para melhorar, nosso querido aprendiz acaba entrando na mira desses assassinos.

Com uma mensagem de seu mestre e com um grande aviso no final – não conte a ninguémChristopher e Thomas, seu melhor amigo, embarcam nessa aventura para desvendar os segredos escondidos, as pistas, os mistérios muito mais antigos do que poderiam imaginar e descobrir o quanto eles estão encrencados nessa história!

Pausa para falar do melhor amigo, pois o que seria da vida desse jovem de 14 anos sem ter alguém tão sem noção quanto o Thomas!!!

Ele é daqueles amigos que mesmo você estando na merda ele estará do seu lado. Com a mesma idade de Christopher, o filho do padeiro, que passa por poucas e boas em casa, e embora sabendo que poderá levar uma boa surra, adora roubar uns doces e pães de seu pai. Quando mais uma bomba aparece na vida do amigo, ele logo vê que não terá como o Chris se virar sozinho e pensa: Já to na merda, pior que ta não fica! 

Com uma escrita fluida e rica, você se perde nesse mundo e começa a adentar nos mistérios e códigos, e enquanto vai passando de pista em pista, não percebe as páginas passarem. Esse livro é aquele tipo de história que te mantem vivo, te prendendo do início ao fim; e conforme o personagem vai passando pelos desafios impostos no caminho, nós vamos sentindo tudo junto com ele!!

Kevin Sands mostra o que significa ter um lar, independente da existência de laços sanguíneos, e vemos que isso não é necessário quando temos pessoas que amamos do nosso lado. Uma história tão alucinante só poderia vir de um físico hahahahah. Sem dúvidas esse cara veio para brilhar!

Ahhh sim, quase esqueci de comentar do meu surto com a capa... Adorei o tom usado no livro (já que amo azul) e os desenhos dos símbolos que representam os códigos falados durante o livro, e aquele brilho lá no fundo que representa... Enfim posso dizer que a Leya está de parabéns com essa capa.

Suspense, Códigos, explosões, mistério, criptografia, assassinatos, fugas, aventura, alquimia, segredos... o que pode sair disso tudo? Você descobrirá em O Enigma de Blackthorn.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Rosa e o florete

Por: Ingrid Moreira



“Guilhermina Shufmann D’anjour
Era a maior contradição entre as damas
A rebeldia e a coragem dos exércitos.
Em verdade, era a renovação
Dos verdadeiros ideais de uma revolução
LIBERTÉ, ÉGALITÉ, FRATERNITÉ”

Criada por sua mãe para ser uma dama e por seu pai para ser uma guerreira, vamos conhecer a história da Condessa Guilhermina D’anjour, a franco-austríaca que lutou pelo seus ideais até seu último suspiro. 


Dois lados opostos em uma mesma pessoa:

A joia da mãe e orgulho do pai;
A corte e o povo;
A pureza e a rebeldia;
Áustria e França;
Dama e guerreira;
A rosa e o florete.


Sua mãe morrera quando era criança, seu pai em sua adolescência, e quando seu mundo estava totalmente desmoronando, ela é chamada para falar com o Rei, e descobre o testamento de seu pai. Ele estava passando sua patente, de comandante da guarda real para sua filha, mas é claro que naquela época uma mulher não poderia assumir tal posto, porém o rei propõe dois desafios: Guilhermina teria que provar sua diplomacia e sua habilidade na esgrima para conseguir o cargo, sendo a primeira em como ela se comportaria em um baile, e na segunda se ela conseguiria vencer todos os soldados da guarda real. Após provar que pode ser diplomata e derrotar setenta homens no pátio do palácio, nossa heroína se torna a comandante da guarda real aos 15 anos.

Desde a monarquia, passando pela revolução francesa, até a época napoleônica, vamos por todas as fazes históricas da frança, vivenciamos as batalhas internas e entre nações, o absolutismo, a época da guilhotina, a tomada de bastilha, a disputa entre jacobinos e girondinos para exercer seus ideais... Conhecemos um pouquinho da história francesa através da vida de uma jovem Condessa que sobreviveu nessa época.

Foi uma oportunidade maravilhosa ter esse romance histórico em minhas mãos, mesmo que utilizando um romance como o fio para conduzir a história, temos todo o fundo real de guerra e todos os fatos reunidos numa fase tão importante da França, onde a história e ficção se unem para compor essa trama.

Posso dizer que aprendi muito ao longo das páginas, e puder entender um pouco mais sobre a história francesa ( porque simplesmente sou apaixonada por tudo que é do passado hahahah), e algo muito legal que estamos tendo ultimamente é a valorização da escrita nacional, pois podemos ver que nós também podemos escrever boas histórias. Com certeza Mariana Pacheco fez um estudo aprofundado para poder embasar toda sua história, que é rica de detalhes históricos, colocando dentro do livro notas históricas para auxiliar o leitor no entendimento do cenário que está ocorrendo naquele momento.

“A história da mulher que, por sua coragem, força e ousadia, foi escolhida entre as damas de porcelana para vestir a armadura de aço e guiar a revolução ”

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cadu e Mari



Por: Débora Farias


Se ligaram na história da Cinderela né meu povo?  Só aviso que no mundo da tecnologia não é um sapato que reina! HAHAHAH


Em um determinado momento da história Cadu começa a ver que Mari é muito mais que apenas uma assistente, ele começa a enxergar nela uma mulher linda, jovial e o principal NORMAL!! SIM. Sem esquemas para o sucesso e o principal, uma mulher honesta. E Mari que já arrastava uma frota de caminhões pelo Cadu, só fez amolecer mais ainda e se jogar na aventura de amor impossível deles, onde uma assistente namora com o chefe.


Mas como sempre tem um filho ou filha da mãe que fica injuriado com a felicidade alheia, com a vida do nosso casal fofo não foi diferente. Em uma determinada fase da trama, o amor de Mari e Cadu é posto à prova, onde eles ficaram divididos entre a confiança, respeito, preconceitos e o amor. 


Uma das coisas que eu sou apaixonada na escrita da A.C Meyer é o fato de eu sempre querer ter os amigos dos protagonistas dela. GENTE MUITO SÉRIO!  MUITO AMOR PELO RODRIGO E PELA LALA.
Ambos são personagens ricos, mesmo sendo secundários eles foram dispostos na história de tal forma que não tem como não amar esses dois. E EU AMO OS E-MAILS QUE ELAS DUAS TROCAM HAHAHAHHA


Uma das coisas que eu amo nos livros são as mensagens que eles desejam transmitir através de suas histórias. De forma lúdica e até bem romântica fomos introduzidos a temas pesados como o bullying, o preconceito por ser diferente, os pré-julgamentos por diferenças de classe, dentre outros inúmeros temas. Mas o me encantou foi o que a autora nos transmitiu no decorrer de cada linha e que eu realmente espero que vocês vejam isso quando começarem a ler esse romance.

A Mari e o Cadu nos ensinam que não importa o tamanho da sua conta bancária, não importa sua cor, ou sua posição perante a sociedade. O REALMENTE IMPORTA é quem VOCÊ É E O QUE QUER SER! São as suas ações e seu caráter que te definem como uma pessoa boa ou não. 


Como leitora eu indico esse livro a todos, não por ser mais uma história de amor, mas por contar uma coisa que vivemos até hoje. A insegurança de ser, o medo de tentar por não atingir "certos padrões" exigidos pela sociedade. Como esses dois me ensinaram: VIVA MAIS! SE MACHUQUE, APRENDA COM OS ERROS MAIS ACIMA DE TUDO, VIVA E SE PERMITA SER FELIZ!